Não é que deu?

Publicado 15 de setembro de 2010 por Blogueiro Só
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Uma vitória, o movimento estudantil prevaleceu. A vitória sofrida tem sabor de puro mel·

Olhe que tão sórdido é o destino. Depois de tantas investidas, truculencias (esperamos as próximas),  arbitrariedades, golpes, ameaças (esperamos ansiosos pelas próximas), processos, proibições, os alunos ainda conseguiram levar dois centros em Jacarezinho. Um foi especialmente saboroso. O outro é importante consolidação da democracia estudantil.

Começo pelo segundo, que  é a vitória de Luciana Brito, que apesar de não ter concorrência, não teve rejeição por parte do movimento. Houve um apoio em massa a sua candidatura, o que configura uma correspondência aos anseios dos estudantes. Esperemos que faça jus ao apoio.

O outro sim podemos afirmar que foi uma vitória em seu sentido amplo. Primeiro porque este nasceu em colo estudantil, foi convidado, motivado, e teve sua campanha consolidada pelos alunos do CCH

Mesmo tirando as opções, criando regras, vetando a emenda de anulação das eleições, adiantando prazos eleitorais, com os figurões articulando seus bolsistas, estagiários, extensistas, professores voluntários, professores convidados, professores em estágio probatório, os pau mandado em geral, e os medrosos, uffa… a vontade estundatil prevaleceu.

E não é mera retórica do movimento o grito de vitória. O orgulho é profundo, pois não somente elegeu seu candidato, mas decidiu as eleições, já que pelos votos docentes havia derrota ( 25 x 24 ).

Foi primoroso, e a todos orgulhou. Antonio Carlos como diretor do centro de ciências humanas é a esperança em tempos em que já não se fala mais em esperança. Não importa, o caminho para uma verdadeira democratização universitária se mostra possível, desde a noite de ontem.

Não que de repente os problemas tenham se acabado. A dificuldade de se dirigir uma instituição sem o apoio de seus companheiros é enorme.

É por isso que digo, alunos. Vocês que votaram neste homem, e o ajudaram a se eleger, começem a trabalhar duro, pois agora se fará as mundaças que será o paradigma que queremos para a nossa universidade.

Viva a comissão eleitoral II

Publicado 23 de agosto de 2010 por Blogueiro Só
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Vamos ao que realmente interessa:

Na última terça-feira, dia 17 de agosto, houve uma reunião do CUP – Conselho Universitário Provisório, onde se decidiu fazer algumas “mudancinhas” no calendário universitário.

Simplesmente o que havia sido programado para o período do segundo semestre inteiro de 2010 foi estrumbicado para caber até  o fim de setembro .

Sim, na hora H, quando os conselheiros já se preparavam para o cigarrinho, surge-se a proposta de alteração do calendário. Como a questão não estava em pauta, qual o problema?, fazemos um remendinho aqui, uma votaçãozinha acolá. Não importa se estavam todos de calças amainadas… no susto, o susto é maior. Ressalte-se que discutir um fator irrelevante como este com a comunidade acadêmica é mero formalismo burocrático, bobagem de democrata demagogo.

Assim Costa e Silva decretou o AI-5 e fechou o congresso. Assim os acadêmicos são surrupiados de seus direitos na UENP.

E ora vejamos, a que se deve essa euforia dos caciques uenpianos em que saia logo essa coisa de universidade. Sabemos que o nome do Reitor já foi escolhido. O que empaca o processo, no entanto, é o fato de que somente o CONSUNI pode validá-lo. Quer dizer, esse conselho precisa estar formado para que o Reitor formalmente exerça o poder.

O problema que para se formar o tal CONSUNI, todos os carguinhos dos amigos do rei devem estar devidamente distribuídos. Incluindo as diretorias de campus e de centros.

No entanto, sabemos que só esse intento não criaria a necessidade de espremer seis meses de calendário em dois. Precisou da ajuda dos padrinhos da secretaria, que hoje fazem campanha. Mas ora, o que eles tem a ver com isso ? Tem que eles precisam do apoio do reitor eleito – que ajudaram a eleger – e do resto da trupe, para a suas próprias candidaturas. Olha que beleza, em uma simbiose cósmica, uma mão lava a outra. E com o apoio de um reitor da UENP, aí sim a candidatura deslancha.

Não me estranha a Universidade esperar quatro anos pra chamar consulta a reitoria. Era necessário para a governabilidade o interesse eleitoreiro. Sem isso não havia vontade nenhuma, nem de Curitiba, nem do Norte-Velhíssimo-Pioneiro.

Além disso, uma eleição rapidinha, pra ninguém ficar sabendo, a sussurros de ouvido, impede inconvenientes como Maria Lucia Vinha e Erika. Já pensou a Marivete diretora de campus. Ia ser uma baita chatisse. Por isso, corremos com o processo, ninguém se organiza, os estudantes que se explodam.

É  isso amigos que me acompanham nesse blog. O Barco está afundando e os turistas estão dando tchau na janelinha.

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E  por acaso, amanhã tem reunião do CUP, me parece que é toda terça. Se eu fosse vocês, apareceriapor lá nem que fosse para dar uma olhadela. Mas cuidado para não parecer incomodo, pois podem sair de lá algemado diretinho para o DOPS.

Um viva para a comissão eleitoral I

Publicado 22 de agosto de 2010 por Blogueiro Só
Categorias: Sem categoria

Bom, se tudo na uenp funciona levado às brecas, não era de se esperar que a comissão eleitoral fosse diferente.

Não vamos tratar aqui do processo de sua formação. Não preciso afirmar que essa estória de amplo debate na comunidade acadêmica é pura balela, pois é notório que isso não ocorreu.

Tratarei hoje do debate no cine Iguaçu, em Jacarezinho.

Começou com o mistério a respeito de como seria a questão das faltas. Todos se perguntavam a respeito das regras, era inútil… os conselheiros nada informavam se não desinformavam. Soube-se das regras instantes antes do início do evento, e por boataria. Com isso muitas pessoas já estavam a léguas de distância de Jacarezinho, considerariam tudo aquilo inútil. O teatro democrático não os pegariam. Não que essas pessoas estivessem preocupadas com isso, ou ao menos perceberiam sua insignificância cidadânica. Os 15% dos votos que os alunos possuem na balança mal motivaram saber quem pagou os churrascos na educação física (que diga-se de passagem, estão faltando na FAFIJA-FUNDINOP).  

Depois justificaram-se dizendo que “não caberia no cinema mesmo”. Santa democracia, que já pressupõe o fracasso de seu formato já no “ponta-pé” estutrural: as eleições. Mas não se engane, o que digo na verdade é sob um véu que eu ponho na minha cabeça, e nas suas também leitor. Achar que foi um erro de prognóstico é uma leve ingenuidade. Não é preciso dizer que tudo isso é bola com endereço certo, e não é pras mãos do goleiro.

Ainda no debate, lembremos do papelão que passou os pobres conselheiros em julgar os pedidos dos candidatos quando o outro os ofendia pessoalmente [alguém pode explicar o que é isso ? Na prática tornou-se falar o nome do oponente]. Era o simples pronunciamento dos mesmos, que lá iam como que em uma marcha fúnebre se reunir em cima do palco, decidir em golpes de facada se havia ou não direito de réplica. Uma piada pronta, primeiro que não se decide conteúdo valorativo ambíguo que nem a ofensa pessoal assim, de pé, sobre a pressão da platéia, sem replay e muitas vezes desconstextualizado do conhecimento dos membros e da plateia. Não importa, em menos de um minuto estava julgado. Todas “citações” seriam recompensadas com o direito de réplica.

Alegaram-se tais medidas para se priorizar o debate de ideias. Um belo embuste que bem favorece quem tem culpa no cartório. Apreende-se que o nível moral dos candidatos não importaria na decisão dos eleitores: como eu sempre digo, ingenuidade minha.

Não obstante, tivemos o episódio de alguns alunos na hora de depositar as perguntas que seriam enviadas aos candidatos. Novamente, como numa republiqueta de bananas, as regras mudaram na hora, sob o bigode dos estudantes. Haveria censura nas perguntas (de novo as “perguntas pessoais” ). É óbvio que o formato era insuficiente. No fim, sob a pressão dos estudantes que já amotinavam, voltaram atrás. Um reconhecimento estapafúrdio de erro. Era de se esperar que as centenas de perguntas repetidas que foram depositadas na urna não constituem ato assim… exatamente digno, mas justificável, frente o cerceamento do debate.

Essa publicação vem do passado, já estava pronta, mas hesitei, com esperanças de esquecê-la. Seu atraso deve-se ao fato de que não a iria  publicar. Porém, devido ao golpe que se engendra nos salões da reitoria, em especial na sala de conselhos, tornou-se necessário. O próximo post é sobre isso.

O texto acaba assim, pela metade, pois ele muito me embrulhou o estômago de assunto tão monótono e desagradável. Sua extensão já de muito incomodava, quanto mais a você leitor, que é obrigado a lidar com a prolaxidade acadêmica. Infelizmente tive que pagar o preço de não o ter feito já no dia, com o calor  dos fatos, e assim o teria regurgitado, não sofrendo com essa constipação intestinal que me assolou por esses dias.

Por hora fica o pronunciamento da segunda dama (ou seria, primeira-vice dama?):

Sob o olhar surpresos dos alunos diante o belo autoveículo que um dos candidatos possui, um se pronuncia:

-Que carrão, heim…

E ela:

- Eu não tenho culpa que estudante é pobre!

É uma pena que são pobres, minha senhora. Pobres, porém limpinhos.

Publicado 11 de agosto de 2010 por Blogueiro Só
Categorias: Bois tatás

De tudo, o mais bonito na noite passada foi seu encerramento. As belas palavras do diretor soaram ilustres.

É o Rei Sol, o Luís XVI, seu reino desmorona mas ele ainda compra perfumes.

Para quem não se ateve à suas palavras aconselho assistir no vídeo que será disponibilizado pela direção na biblioteca.

Foi algo do tipo: “Sua palestra foi memorável secretario, mas a lição que nos deixa é da coragem que tem para enfrentar os movimentos sociais, é um verdadeiro político”. Antes ele fosse assim, mas não é, como sempre repito.

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Para os muitos que me atacam eu lhes digo. Não sou peso nessa medida, não sou estudante. Culpar-me pelas minha palavras duras não eximem as suas responsabilidades. Cada um sabe o fardo que tem a carregar, e se incomodo, é porque ele pesa.

Entendo-vos a indignação.

Publicado 10 de agosto de 2010 por zaratustra1234zaratustra
Categorias: Sem categoria

Há um sinal importante de vosso aprendizado! Começais a se indignar. Indignam-se com este escrevente inquieto. É uma benção, os tempos ugem.

Se se indignam é porque se deparam com a verdade. Se verdade não fosse, não vos ligariam. Vedes: a estupidez é irrelevante. O que lhes incomoda? É a verdade.

Mas não se preocupem, Ó discipulos meus. Vosso tempo está chegando. Em breve sabereís com quem se indignar. Será o primeiro passo para uma mudança. Será o primeiro passo para a redenção.

E quando esse tempo chegar, se absterão de curiosidade inútil. O grito do escrevente está intalado, como o vosso. E se não aparece, o que importa  ? O mundo está pronto , as palavras estão aí, e já foram ditas. Criaram corpos, criaram dor… não vos distraiam do que realmente importa.

Vossa ascensão está próxima, atentais-vos, discípulos meus!

Quanto medo

Publicado 6 de agosto de 2010 por Blogueiro Só
Categorias: bozo

 

Ontem na sabatina da faculdade de direito, um problema não foi questionado aos candidatos. Como acabar com o medo e a fraqueza dos alunos. 

Medo esse que emperra toda forma de debate e discussão. Medo que faz o direito virar um dever, dos avessos. Para o que essa comunidade acadêmica se prepara? É para ser o rato da estória toda vez, quer dizer, conseguir tudo pela subserviência e  pelo acatamento embaraçoso. 

Não se atentam ao fato que existe vitória e mérito também no embate, na disputa, na coragem. Essa inversão na escala de valores produz pessoas extremamente medíocres, que um dia se encontrará pelas ruas escondidas pelos cantos, na obscuridade da ausência, cairão no altar da desimportância. 

Porém, quando que em um relampeio de luz, uma aluna decide desengasgar o soluço de desgosto em uma pergunta. Quando em um momento de pura coragem e lucidez é desvelado ao público um restolho da sordidez maior que infesta essa instituição, seu mérito é corrompido por uma comunidade de medrosos. Um pedido de desculpas esfarrapados. Uma desculpa imbecil, porque ninguém acreditava no que se dizia. Pior que as desculpas são os aplausos amarelos como que: “Nós discordamos de tudo o que dizes, porém temos medo. E esse medo é a sua própria ruína, porque acredita que está tudo certo, enquanto tudo é lixo”. 

O conviver em um meio de desequilíbrio institucional como a FUNDINOP onde facilmente 90% dos alunos já sofreram abusos administrativos graves e onde 95% estão descontentes com a faculdade torna acena tragicômica. No entanto, encampo-me em ressaltar “só” alguns pontos: 

O diretor sob o confortável óbice da “legalidade” impõe toda uma sorte de arbitrariedades que se possa imaginar. Primeiro que ele não foi eleito. Entrou no vácuo de poder que existe na faculdade, e ninguém teve CORAGEM de questionar. Eu peço para o diretor apresentar os documentos da eleição que o elegeu. 

Questiono também o indeferimento da festa junina na faculdade. A mera festinha foi surrupiada dos alunos por falta de embasamento legal. Mas eu pergunto qual o embasamento legal para se indeferir uma festa tradicionalíssima com tal conveniente justificativa? 

Fora isso, tem as mentiras, que também não são legais (?). Ele NÃO está toda noite na faculdade. Ele NÃO obedece aos prazos. Para a difícil questão da festa junina foram um mês de demora para o indeferimento. Ele NÃO queria que houvesse debate, ele NÃO acredita nesse tipo de “subversidade” que é o livre trânsito de ideias e opiniões. Ele NÃO é acessível, e tem terrível dificuldade de conversar mais de 3 minutos sem sair andando como se algo tivesse a fazer. Não obstante, nenhuma reunião de colegiado  foi realizada esse ano entre alunos e professores.

Ele APÓIA a chapa um, ou Rinaldo não afirmou isso? 

Precisamente sobre a Legalidade, que tanto se preza na faculdade, ainda insisto na ilustrativa figura do “edital retroativo”. Instituto jurídico tipicamente fundinopense, esse vem para suprir a falta de organização administrativa que não consegue marcar com antecedência de 48 horas as aulas para sábado. Não tem problema, põe-se o edital em um dia, com a data do dia anterior, porque não? Nada mais natural… Legalidade. 

(Legalidade, Legalidade Candidato, legalidade que elegeu Hitler, e que já justificou um amontoado de injustiças mortais. Qual é sua legalidade, é a dos fracos, ou a dos fortes? [a meritocracia me parece também que cabe nessa forma de embuste que são os clichês eleitorais]). 

Engancho outra questão. Quando a corajosa menina fez sua pergunta o que queríamos ouvir é se os candidatos não consideram que aceitar o apoio de tais figuras como os diretores de centro de Jacarezinho não seria corroborar com suas práticas. Se isso não abrisse margem para considerar que o modelo de (in) gestão daqueles não será o mesmo desses diretores. Infelizmente a resposta não foi “não”, mas sim um amontoado de palavras, inexpressivas. 

Qual tanto medo, comunidade estudantil, qual tanto medo. O que essas pessoas podem fazer com vocês que se não de pior já fizeram, que é manchar o brio e a honra de todos.

O moinho Uenpiano

Publicado 25 de julho de 2010 por Blogueiro Só
Categorias: Bois tatás, de cara-preta, ou muares

Essas eleições tem me deixado meditabundo.

Vemos um festival retrô interiorano, um woodstock sertanejo. Poucas informações, uma omissão bem intencionada, o silêncio dos culpados. Do outro uma metralhadora giratória, efusiva, com gostinho de já perdeu.

Bom, isso não me parece nada nem um pouco, mas nadinha mesmo, novidade.

Uma situação consolidada, fortalecida, com as cartas na mesa, ou seja, com eleições no bico. Por que mexer? Por que incitar o debate? No máximo é ganhar a antipatia de alguns inexpressivos, por um eventual discurso enfadonho, monótono… entedioso. Projetos e promessas se tornam apenas um empecilho, que algum desafortunado pode vir a questionar n’algum despretensioso momento.

Bom, isso tudo se torna uma verdade indigesta quando observamos a postura dos atuais baluartes da comunidade político-administrativa do que eu chamo de FUNDINOP, FAFIJA, e educação física. Figurões que se escondem de tudo e de todos porque são tão vergonhosos que nem para os amigos valem a notoriedade. Melhor assim, não queremos ver a cara de cachorro desmamado de ninguém, muito embora mamem no Extado (explica-se em breve) … Isso me faz pensar se algo está errado, não: imbecilidade minha.

Por outro lado a chapa Lucy Stone e Elizabeth Cady Stanton – e as suffragettes – encampam alguma estratégia miraculosa. Não bobas, usam artifícios políticos pouco dignos, como o massacre midiático… mazepèralá, quem foi o herege que em algum momento precisou disso ? Só do lado dos retardados, quiça quiçóro-ró.

Questionam coisas estranhas, meio cavernosas. A comissão eleitoral provisória, que já tem cadidatO, pergunta-se se não há algum erro de digitação, se aqueles papéis não estão desviados. Quem é essa pessoa ? A desinformação é arma suculenta na mão de bicho de goiaba.

Notaram alguma semelhança?

Como disse, é a mesma coisa aqui, lá e acolá. Tudo isso parece a refilmagem de um filme do Freddy Grueger. Por isso escrevi essa música para o momento:

Ouça-me bem, amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó

Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés

Eu que não sou ele, mas uso cartola.

Diálogos

Publicado 20 de julho de 2010 por zaratustra1234zaratustra
Categorias: Bois tatás

Em minhas andanças peregrinas, caros discipulos, em tempos imemoriais encontrei uma salamandra de fogo. Ela me disse:

-Porque vais, ó sábio mestre, que não vês por onde pisa ?

- Vou pelo caminhar, já que por mais nada haveria de ir. E não vejo porque ando, o que andar tem de olhar ?

-Não tenha nada aos sábios e iluminados, mas e o que me diz aos tolos ? Vão a caminhar como cegos ?

- Talvez… ou a caminhar como tolos.

- Pois vos digo que andam como gado, ou como ovelhas. Ruminam e cagam, e só esperam ao meu encontro. E que inclementemente os castigo com o mais quente dos fogos infernais. Pois não admito o boçal, o escroto, o estúpido, o explorado, o omisso, e o alienado. E que se assim não fosse, Deus não me desse tanto fogo, e tanto dissernimento, ó caro Mestre. Por isso, lhe torno a pergunta, só andas ou vês onde pisa ?

E assim fui-me, discípulos meus!

Comoção nas ruas Jacarezinhenses

Publicado 20 de julho de 2010 por Blogueiro Só
Categorias: Sem categoria

A eleição se aproxima.

As ruas aspiram o ideal político. O povo se apaixona diante seu primado régio de expressão democrática, se não é isto o significado das escolhas daqueles que são a voz viva da vontade de uma comunidade, no caso, a acadêmica. 

Os candidatos em profícua manifestação de paixão ao ideal, se digladiam em debates e acareações políticas de tão expressivas, só vistas antes nos diálogos socráticos. Propostas são apresentadas e rechaçadas em processo dialético de profunda valorização da verdade, bem como, porque não, do belo.

Os alunos se dividem conforme suas preferências ideológicas.  Um sabor de saudável disputa se sente no ar, mas sempre guiados pelo sonho de uma universidade, enfim! Agremiações estudantis organizadas pelos diretórios dos centros tratam de disseminar o conteúdo da agenda política. Entre tudo, o sentimento estudantil é geral: o novo reitor será a emancipação, a carta de alforria, o nirvana democrático-acadêmico, que como um milagre evanesceu os céus Jacarezinhenses.

O corpo discente dos centros já vislumbra as novas possibilidades que a autonomia universitária trará em prol de todos. Projetos são elaborados, e que com muito esmero são analisados pelos concorrentes ao cargo mor da universidade. Bibliotecas, áreas de lazer, laboratórios e bolsas de iniciação científica, quadras poliesportivas, e o que mais tem sido cogitado: uma casa de estudantes. Todos estes projetos, e muitos outros encampam o rol de reinvidicações dos centros. A expectativa diante de suas execuções é enorme.

Porém tanto entusiasmo não se abateu somente à comunidade universitária strictu senso. A cidade como um todo está envolvida e muitíssima esperançosa de uma eventual consolidação da universidade na cidade de Jacarezinho. Os cidadãos vislumbram a possibilidade de expansão no comércio, geração de empregos, expansão da construção civil – e principalmente do mercado imobiliário – entre outros serviços. Muitos veem na universidade a chance de adentrar o mercado de trabalho.

É com jubilo que eu congratulo a comunidade Uenpiana e Jacarezinhenses. Ufanem-se bravos guerreiros pois tudo o que conseguiram é por mérito e esforço próprios de quem se engajou e lutou por tudo isso que já está conquistado.

Melhor ficar quieto…

Publicado 27 de maio de 2010 por Blogueiro Só
Categorias: de cara-preta, Sem categoria

Foi um deus nos acuda!

Um ínclito juiz resolveu prover a tutela. Os alunos como que por incrível que parece, ganharam. Ganharam a tutela, o que em si não representa muito, pois o fracasso do diretório como movimento estudantil, bem como o fracasso de toda comunidade acadêmica diante do ocorrido é lamentável.

Não obstante, a luta dos diretamente envolvidos é válida. O sofrimento de cada qual foi inestimável, e se sou eu não deixava por isso… Ia buscar a imagem política de um por um.

Bom senão vejamos o fracasso estampado no rosto dos que como Zaratustra disse em outro post “dormem de costas pra parede” com medo da cuca.

E olhe como que todo político decadente, não podería-se perder a pose. Em embuste espalhafatoso notas oficiais afirmam que “entendeu-se errado o objeto em lítigio na causa”. Pois senão vejamos se isso não se equipara ao garboso goleiro que sob vaia da torcida justifica-se ao repórter esportivo de seu monumental frango dizendo: “eu não vi a bola”

Ora-me os cabeilos brancos.

Depois dessa ficaria queto, queto. No canto, acuado. Esperando a boaida passar…

O jurista-Goleiro


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